Fashion Londres

Dizem as boas línguas, a vanguarda mora por ali. O fato é que a caretice passa bem longe da semana de moda de Londres, que como sempre, uniu boas doses de tradição com o que existe de mais edge no mundo fashion.
Prova disso é a tradicionalíssima Burberry, que pelas mãos de Christopher Bailey em mais uma temporada sacodiu a poeira de naftalina do tradicional trench coat de forro xadrez da marca em coleção folk, jovem e fresca, que já nasce com cara de hit!
E enquanto o inglês descobre as possibilidades das estampas, uma brasileira assume o preto e branco como ordem e o minimal como regra. Barbara Casasola apresentou mais uma coleção bonita que reafirma seu estilo pessoal, sem medo de parecer boring. E o mais importante, sem ser!
A quebra de clichês também vem se tornando hábito para Mary Katrantzou, que depois de firmar seu nome através das estampas digitais, parte pra um universo de cores e texturas em modelagens modernas e muito jacquard, uma grande aposta da temporada.

Já Christopher Kane segue como o esperado: inovando! Em desfile que reverencia o corpo, o estilista ousou não só nas formas estudadas que já são sua assinatura, mas em desenhos discretos de nús, orgias e corpos emaranhados. Lindo, poético e original!

Alguns desses adjetivos e exclamações também podem migrar diretamente pra passarela da Erdem, novo queridinho da moda britânica que não decepcionou em mais um desfile romântico, mas sem ser muito açucarado, misterioso e sedutor.

Outra agradável novidade da moda londrina, Simone Rocha desfilou looks extremamente poéticos com uma pitada de drama, românticos, mas nada previsíveis. Uma combinação perfeita pra meninas bem femininas, mas nada óbvias, como todas nós queremos ser!

E pro orgulho nacional, mais um brasileiro cruzou belamente as passarelas da terra da rainha em um desfile correto e elegante, recheado de peças desejo e boas estampas. Lucas Nascimento promete!

O perfume dos anos 40 que dominou a cena de NY também pintou em Londres, mas em interpretações mais livres e descontraídas, como na visão coloridíssima da sérvia Roksanda. Como uma viagem de ácido pela década marcada pela elegância discreta e sóbria. Uma “good trip”, com toda certeza!

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