A La Chanel

Hoje, a Paris Fashion Week terminou debaixo de protesto… a la Chanel! Isso mesmo, a Maison françesa, comandada por Karl Lagerfeld, terminou seu desfile com um protesto feminista feito pelas modelos, contando com Cara Delavigne e Gisele Bundchen puxando a galera no megafone.

bola_chanel

E de todas as marcas que participam da semana de moda mundial, a Chanel definitivamente é uma das que mais tem autonomia para falar sobre esse assunto, não é mesmo?

chanel2gb33

Gabrielle Chanel, fundadora da marca, é de fato um dos símbolos feministas mais fortes da história. Nascida em 1883, na França, de uma mãe solteira (os pais só se casaram em 1884), Gabrielle ficou órfã de mãe aos 12 anos – e foi abandonada pelo pai em um orfanato.

chanel6 chanel4

Tendo tudo pra dar errado, aos 18 anos ela caiu no mundo sem nem saber que um dia o mundo o cairia por ela. Conheceu Etienne Balsan, de quem virou amante, e com o apoio dele, abriu uma chapelaria. Enquanto todo mundo usava o estilo Belle Epoque, todo cheio de frufrus, Coco, apelido que virou praticamente seu nome, lançou o chapéu “flapper” – nada exuberante e quase masculino.

Afiada que só, ela costumava se perguntar “como um cérebro consegue funcionar embaixo daquelas coisas?” – se referindo aos chapéus com penas enormes que eram moda na época. Em um período que a mulher existia basicamente pra ser mãe e esposa, Chanel ia muito além.

Enquanto andava a cavalo com Balsan, Coco observava as mulheres com vestidos volumosos e desconfortáveis tentando fazer passeios com os animais. Em pouquíssimo tempo, ela começou a “roubar” a calça do amante para ficar mais confortável, se tornando mais tarde uma das criadoras das calças femininas.

chanel7 chanel8

Previous Post Next Post

You Might Also Like

No Comments

Leave a Reply